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Palácio das Artes celebra Dia da Consciência Negra

Em novembro, projeto Domingo no Palácio abre suas portas para uma grande festa: o Dia da Consciência Negra. A data oficial é 20 de novembro, dia em que faleceu Zumbi dos Palmares, um dos maiores ícones da luta pela igualdade racial, mas é no domingo, dia 22, que o Foyer do Grande Teatro vai receber, de 10h às 15h, a Cia. Baobá de Dança que comemora 10 anos de arte e história, outros artistas e grupos culturais para mais uma série de atrações gratuitas.

A Cia. Baobá vai apresentar fragmentos dos espetáculos Quebrando o Silêncio, primeiro trabalho do grupo, e Ancestralidade: Herança do Corpo, o mais recente. O público vai ver de perto ainda a arte do Conexão African Beat, Negraria – Coletivo de Artistas Negros/as, Coral Agbára – Vozes d’África, grupos Fala Tambor, Tambores Gerais e Xicas da Silva. A celebração vai contar também com os lançamentos do Prêmio Cultura de Zumbi e de livros com temáticas étnicas de autores negros (as) pela editora Nandyala. E Ainda Exposição: “Imagens de Negra” Fotógrafos: Glênio Campregher, Guto Muniz e Netun Lima Curadoria: Antônio Sérgio Moreira. Essa mostrará a trajetória artística da Cia Baobá de Dança em Belo Horizonte.

O objetivo do Domingo no Palácio é promover a democratização do acesso à arte e a formação de público, oferecendo também aos freqüentadores da Feira da Avenida Afonso Pena a oportunidade não só de usufruir uma boa apresentação musical, mas conhecer todos os espaços do Palácio das Artes, incluindo galerias, cinema, café e livraria. E neste 22 de novembro, o projeto será marcado ainda por um dia inteiro de festa e reflexão, principalmente muita arte com as Micro-Performances: Nil Lus, Eda Costa, Celso Moretti, Lú Santana,Delaine Martins, Emmerson Malungo, Santonne Lobato e Cauê Rane, Marcos Nascimentos, Tom Nascimento, Madu Costa, Willian Silva, Evandro Nunes, Ronaldo Pio (Black Pio), Josi Lopes, Benjamin Abras, Mestre João Bosco, Dona Elisa,Marilene Santos,, Simone Meireles, Anderson Feliciano, Ayde Lewa,Mestre Conga, Sebastian Keuazzabba, Luciana Matias, Carlinhos de Oxossí, Larissa Borges (Negras Ativas), Uai Sound System (UAISS)/Brunão APX e Gordão.

Cia. Baobá de Dança
O espetáculo Ancestralidade: Herança do Corpo, que terá um fragmento apresentado pela Cia. Baobá no dia 22, faz referências às heranças culturais africanas, e tem direção geral e coreografias de Júnia Bertolino, direção cênica de Evandro Nunes, consultoria de Rui Moreira, preparação corporal Mestre João Bosco e direção musical de Mamour Ba. O trabalho foi criado no final de 2008 e conta com 14 integrantes, entre bailarinos, atores e percussionistas.
Criada há 10 anos, por Júnia Bertolino, William Silva e Jorge Áfrika, a Cia. Baobá tem como marcas as expressões artísticas desta grande afro-diáspora chamada Brasil, transmitidas ao público por meio do movimento, ritmo, batuque, teatro, canto e poesia. O grupo utiliza-se das artes para ressaltar valores e temáticas da cultura africana e afro-brasileira, como a oralidade, memória, ancestralidade, identidade e o saber dos mestres populares.

Conexão African Beat
Formado em 2002, por Mamour Ba o grupo recorre a uma linguagem de percussão apurada, marcante e melódica. Com um novo timbre e uma filosofia musical que vai das raízes tribais ao african pop, o repertório do African Beat pode ser considerado um rico passeio pelo continente africano.

Negraria – Coletivo de Artistas Negros/as
O Negraria – Coletivo de Artistas Negros/as foi criado em outubro de 2008 para criar um catálogo dinâmico e vivo que divulgasse artistas negros/as e seus trabalhos, além de agrega-los em Belo Horizonte e região metropolitana. Além disso, o coletivo pretende inserir a temática negra nas discussões culturais e políticas da cidade, construir ações concretas para a inserção do negro no mercado de trabalho e também entender o papel do negro como “fazedor” de arte em tempos de globalização

Coral Agbára – Vozes da África
O coral surgiu em 2009, como um dos projetos do Instituto de Arte e Cultura Yorùbá, que também realiza cursos de língua e cultura yorùbá em Belo Horizonte desde 2006, sob coordenação de Olúségun Akinruli. O coro tem o objetivo de resgatar as músicas milenares da tradição yorùbá, e no repertório traz músicas tradicionais desta cultura, original de países africanos como Nigéria, Benin, Camarões entre outros. No Brasil, a tradição yorùbá possui forte presença em cultos afro-religiosos, sobretudo no candomblé. O grupo é formado por coristas de BH e Nova Lima, corpo de percussão e dançarinos.

Grupo Fala Tambor
Criado em 2000, em Belo Horizonte, por Carlinhos de Oxossi, ogan, percussionista, cantor e compositor, o grupo Fala Tambor é formado por um corpo cênico-vocal que produz suas leituras, criações e recriações contemporâneas a partir da influência da cultura de matriz africana. Atualmente possui um acervo de 90 composições próprias, nas expressões musicais de samba-de-roda, congo-frevo e afoxés.

Tambores Gerais
Criado em 2004 por Jorge Dikamba, o grupo Tambores Gerais realiza um importante trabalho de pesquisa e divulgação da musicalidade afro-brasileira de raiz banto e da cultura popular mineira, em parceria com a ong Borrachalioteca de Sabará. A metodologia empregada nas oficinas trabalha a interlocução de diversos estilos musicais baseada em um elevado padrão estético e crítico, que mantém diálogo entre os gêneros erudito e popular e outras expressões artísticas.

Xicas da Silva

Criado no final de 2003 as meninas e mulheres nas áreas de teatro , circo , canto , percussão , bateria , dança de salão e literatura motivaram o nascimento de um Grupo especifico de mulheres , Grupo este que não vem com a finalidade de uma luta feminista mais de resgate e afirmação da cultura popular brasileira tipo ; ciranda , rodas , lundus e o maravilhoso canto das lavadeiras .De formação múltipla assim se faz as Xicas da Silva , donas de casa , universitárias , negras , brancas , ricas , pobres como são as Xicas Brasileiras .O Grupo toca os ritmos dos tambores de minas , congo , moçambique , marcha-grave , moçambique serra abaixo e folias .Apesar de tão novas já se apresentaram com grandes nomes da música popular brasileira como Gilvan de Oliveira , Orquestra Sinfônica de Jazz de São Paulo , Milton Nascimento , Vanessa da Mata , Daniela Mercury e o Grupo Tambolelê .

Serviço
Domingo no Palácio
Dia da Consciência Negra – Cia. Baobá de Dança e grupos convidados

22 de novembro
10h | Foyer do Grande Teatro do Palácio das Artes
(av. Afonso Pena, 1537, Centro)
Entrada franca
Informações: 3236-7400
Assessoria de Imprensa: 3236-7378 / 7312
Cia Baobá: 3467-6762 ou 99176762
http://www.fcs.mg.gov.br