“Teatro negro em perspectiva: dramaturgia e cena negra no Brasil e em Cuba”, novo livro de Marcos Antônio Alexandre

Em 2013, faleceu em Havana, Cuba, a pesquisadora Inés María Martiatu Terry, a querida Lalita, escritora e investigadora que contribuiu muito para os estudos sobre a afrodescendência em seu país e nas Américas. Esse blog só surgiu por causa de seu incentivo e esse livro é, em parte, resultado de pesquisa que foi desenvolvida em Cuba, em 2008, e que contou muito com suas valorosas contribuições.

Confiram a resenha “O teatro da diáspora africana em questão”, escrita pelo professor e pesquisador da cultura afro-brasileira, Eduardo de Assis Duarte, disponível em: http://150.164.100.248/literafro/data1/arquivos/MarcosAlexandreResenhaEduardoDuarte.pdf.

O livro pode ser adquirido por meio de um contato com a Editora Javali. Basta enviar mensagem para para a página no facebook: https://www.facebook.com/Javali-725850520863951/?fref=ts

Capa Justificada

Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 680 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 11 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

4º Colóquio do NEIA – CENTENÁRIO ABDIAS NASCIMENTO

 

 

O NEIA –Imagem Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade – realiza o seu 4º Colóquio, o homenageado será o grande intelectual, autor e artista Abdias Nascimento.

O evento acontecerá na Faculdade de Letras da UFMG, no Auditório 1007.

 

PROGRAMAÇÃO

8 de abril

Auditório 1007 – FALE/UFMG

 19:00 Abertura

Prof. Dr. Luiz Francisco Dias – Diretor da FALE

Profa. Dra. Graciela Ravetti – Coordenadora do Pós-Lit

Profa. Dra. Adriana Maria Tenuta de Azevedo – Coordenadora do CENEX

Prof. Dr. Marcos Antônio Alexandre – Coordenador do NEIA

 19:30 Conferência: Abdias Nascimento: O sortilégio de um negro revoltado

Conferencista: Elisa Larkin Nascimento (IPEAFRO-RJ)

Coordenação: Maria Nazareth Fonseca (PUC Minas)

 21:00 Sessão de autógrafos

 

                                                                                      9 de abril, quarta-feira

Auditório 1007 – FALE/UFMG

 09:00 Conferência: Evocação do ancestre – Abdias Nascimento e a negra

irmandade: ethos, ética, lógica e episteme.

Conferencista: Dalmir Francisco (FAFICH-UFMG)

Coordenação: Adélcio de Sousa Cruz (UFV)

 10:30 Intervalo

 11:00 Conferência: Abdias Nascimento: um negro ingrato na rua e no parlamento

Conferencista: Éle Semog (CEAP-RJ)

Coordenação: Henrique Cunha Jr. (UFC)

 12:00 Sessão de Autógrafos

 14:00 Conferência: Abdias Nascimento e o Teatro Experimental do Negro

Conferencista: Leda Maria Martins (FALE-UFMG)

Coordenação: Marcos Antônio Alexandre (FALE-UFMG)

15: 30 Intervalo

16:00 Depoimento: Do Teatro Experimental do Negro aos palcos do Brasil

Depoente: Léa Garcia (RJ)

Coordenação: Conceição Evaristo (RJ)

17:00 Apresentação teatral

17:30 Encerramento

Depoimento da escritora Conceição Evaristo

“A nossa escrevivência não pode ser lida como histórias para “ninar os da casa-grande” e sim para incomodá-los em seus sonos injustos” (Conceição Evaristo, 2007)

Escutar Conceição Evaristo é sempre um privilégio. Em abril de 2013, a escritora concedeu este depoimento no V Colóquio Mulheres em Letras, na Faculdade de Letras da UFMG.
Dedico suas palavras em memória de Inés María Martiatu Terry (Lalita), uma grande intelectual cubana, co-idealizadora deste blog e que muito contribuiu para o estudo da cultura afro-cubana e da literatura feminina.


Falece, em Havana, Cuba, Inés María Martiatu Terry, co-autora deste blog

Hoje, soube, com muito pesar, por meio de um amigo comum, do falecimento de Inés María Martiatu Terry, Lalita como muitos que tiveram o prazer de conhecê-la a tratavam. Lalita foi uma pessoa especial com quem tive prazer de conviver pouco, mas com quem tive a oportunidade de compartilhar ideias sobre a cultura negra, sobre o teatro negro e as relações que nos aproximavam – cubanos e brasileiros – para o estudo e a divulgação dos estudos sobre a afrodescendência.

Este blog foi criado, como sua sugestão, com o objetivo de demonstrar como cubanos e brasileiros têm trabalhado com as questões afro (negras, afro-cubanas, afro-brasileiras) em ambos os países e suas respectivas representações e identidades.
Sem dúvida, Cuba perde uma grande intelectual e eu uma amiga, que, mesmo distante, se fazia presente através dos textos e livros que trocados, dos e-mails esparsos trocados, mas que sempre vinham recheados de palavras amigas e incentivadoras que vão fazer falta na minha vida…

Todo axé para você Lalita!!!

Sem dúvida, a obra desta mulher, negra, intelectual, cubana, continuará a ecoar entre nós como vários de seus textos, contos, poesias, críticas, antologias de teatro…

Marcos Alexandre (Belo Horizonte, Brasil, 8 de julho de 2013)

Sobre a notícia, consultar:
http://cafefuerte.com/culturales/noticias-culturales/teatro/2964-fallecio-la-escritora-y-critica-teatral-ines-maria-martiatu

http://negracubanateniaqueser.wordpress.com/2013/07/08/fallecio-ines-maria-martiatu-una-afrocubana-de-conviccion/

http://artedfactus.wordpress.com/2013/07/06/adios-a-ines-maria-martiatu/

Conceição Evaristo por Allan da Rosa

O escritor, poeta, narrador e dramaturgo, Allan da Rosa apresenta a escritora Conceição Evaristo, também poeta e narradora.

Allan da Rosa não só comenta sobre a obra de Conceição Evaristo, mas também fala de sua “escrevivência”, que segundo as palavras de Evaristo ( In: ALEXANDRE, 2007. p. 20-21):

“[…] se o ato de ler oferece a apreensão do mundo, o de escrever ultrapassa os limites de uma percepção da vida. Escrever pressupõe um dinamismo próprio do sujeito da escrita, proporcionando-lhe a sua auto-inscrição no interior do mundo. E, em se tratando de um ato empreendido por mulheres negras, que historicamente transitam por espaços culturais diferenciados dos lugares ocupados pela cultura das elites, escrever adquire um sentido de insubordinação. Insubordinação que pode se evidenciar, muitas vezes, desde uma escrita que fere “as normas cultas” da língua, caso exemplar o de Carolina Maria de Jesus, como também pela escolha da matéria narrada.
A nossa escrevivência não pode ser lida como histórias para “ninar os da casa grande” e sim para incomodá-los em seus sonos injustos.”

Confira a reportagem no link: http://www.youtube.com/watch?v=aU4Jze7TYog&list=UUPHWds76bjjg_iHgkrPwRxA&index=1&feature=plcp

Allan da Rosa criou o selo de perfil alternativo, “Edições Toró”. Vejam outros trabalhos realizados pelas Edições Toró e mais vídeos do programa ‘Entrelinhas’ no sítio: http://www.edicoestoro.net/

La compañía teatral TES – Teatro en Sepia presenta “Calunga Andumba”

A pedido del público se reestrena Calunga Andumba. Obra afroargentina para re-conocernos.
13 de Agosto de 2011- Centro Cultural Raíces

Con música en vivo en todas las funciones
2011- Año Internacional de los Afrodescendientes (Resolución Asamblea General de las Naciones Unidas)
Declarada de Interés Cultural por la Secretaría de Cultura de la Presidencia de la Nación
Con el apoyo de Proteatro (Ministerio de Cultura- GCBA)
La compañía teatral
TES – Teatro en Sepia
Presenta
Calunga Andumba
Obra afroargentina para re-conocernos
de Carmen y Susana Platero
dirigida por Alejandra Egido
Link de la obra: http://www.youtube.com/watch?v=-2XX6GaCl5M
http://teatroensepia.blogspot.com

SINOPSIS DE LA OBRA
Un grupo de jóvenes afrodescendientes buscan la historia de sus ancestros.
Le piden al Fuego que se las cuente. A través de la narración de éste los descendientes se ponen en la piel de los esclavos y esclavas traídos a la Argentina. Representan sus vidas, tristezas y alegrías.
Un poco de historia
Calunga Andumba fue escrita por las hermanas Susana y Carmen Platero, pertenecientes a una de las familias afrodescendientes con más reconocimiento público del país. Ellas comenzaron a trabajar en pos de quebrar la histórica indiferencia y olvido de la presencia de los descendientes de esclavos en la Argentina.
Susana, contralto y cantante de música ritual africana, y Carmen, directora, escritora, actriz y cantante, estaban decididas a dar a conocer lo que la historia oficial se había dedicado a ocultar y ocluir.
Estrenan múltiples obras y en 1976 llega el momento de Calunga Andumba, recibiendo el beneplácito del público y de la crítica. Las presentaciones de la obra fueron interrumpidas por los acontecimientos políticos que derivaron en el período de la dictadura militar y el terrorismo de Estado.
Después de más de 30 años se produce el reestreno de la obra, dado que sigue siendo necesario quebrar la indiferencia histórica y el olvido de la presencia de esclavos y sus descendientes en la Argentina.
Reestreno de la obra
Durante el año 2010, TES (anteriormente parte de la Comedia Negra de Buenos Aires) puso en escena en dos oportunidades Calunga Andumba, dirigida por Alejandra Egido, en el Teatro Empire de la Ciudad de Buenos Aires. Ante el gran recibimiento que tuvo del público Calunga Andumba vuelve a la escena porteña el 13 de agosto de 2011, en el Centro Cultural Raíces.
Nuestra puesta plantea una concepción estética abierta, que le permite al público analizar el brutal comercio que supuso la trata de esclavizados africanos y establecer relaciones con un presente en el que la discriminación racial y la trata de personas continúan formando parte de la realidad cotidiana. Por ello la obra transita dos tiempos teatrales, lo que pasó con nuestros ancestros y su reelaboración desde nuestro tiempo.
La obra está conformada por estampas que presentan eventos de la historia argentina: la llegada de los esclavos, la venta y el remate, el coronel Barcala, el coronel Morales y el capitán Thompson, la Libertad de Vientres, el período Rosista, Eugenia Mantilla, las lavanderas del Río de la Plata, los pregones.
Gracias a la representación teatral se realiza una recreación estética de estas estampas a través de la palabra, la música y la danza (candombe). Se utiliza el escenario para rescatar viejas tradiciones; para llevarle al espectador el disfrute por la cultura Afro, su creatividad, fuerza y alegría, sin dejar de invitarlos a la reflexión y al encuentro identitario con la historia.
La Compañía TES – Teatro en Sepia (http://teatroensepia.blogspot.com)
Dirigida por la directora y actriz Alejandra Egido, trabaja desde las artes escénicas en pos de quebrar la histórica indiferencia y olvido de la presencia de los descendientes de esclavos en la Argentina, y de los afrodescendientes provenientes en migraciones pasadas o contemporáneas que habitan en este territorio. Aprovechando las nuevas corrientes ideológicas que abren fisuras en los discursos oficiales, tiene entre sus objetivos principales exponer a través del arte la problemática de la negación e invisibilidad afrodescendiente en un país que se considera exclusivamente “llegado de los barcos” que traían a los inmigrantes europeos a fines del siglo XIX.
TES apunta no sólo la producción artística per se sino también generar en la comunidad diversos grados de (auto) reflexión a través de la búsqueda y exploración de nuevos caminos expresivos. Que la compañía esté conformada por personas afrodescendientes y no afrodescendientes, artistas e historiadores que aportan tanto su memoria como rigor científico y una mirada crítica, apunta exactamente en esta dirección.
TES propone la ampliación del espacio escénico hacia la recuperación de las memorias, hacia la escucha a la oralidad y lo mítico, hacia la revisualización, hacia el re-conocimiento. En este sentido, interesa que el público se cautive a través del discurso poético del teatro, y reconozca el discurso dominante de blanquitud argentina que provoca tanto la invisibilidad y olvido general de lo negro, como la estigmatización y la discriminación. No se quiere una cristalización de exotismos, sino la creación de un espacio compartido de diálogo, de reencuentro de una narración reprimida, que muy pocos llevan consigo como “memoria” pero que la mayoría porta como “olvido”. Es un reencuentro que toma cuerpo, mente y palabra para cambiar nuestras percepciones y nos hace fluir más allá de los límites “raciales” impuestos desde los grupos de poder. Aspira -a través de la puesta en juego de los dramas sociales/performances- ganar espacio de discusión pública y, sobre todo, proveer herramientas de empoderamiento a la población marginalizada a través de la reflexión artística.
Además de Calunga Andumba, TES participó de La Noche de los Museos de la ciudad de Buenos Aires del año 2010 con una performance realizada en el Museo de la Mujer de la ciudad de Buenos Aires, titulada: Afrolatinoamericanas: de voces, susurros, gritos y silencios, también dirigida por Alejandra Egido.
Intérpretes 2011
Carmen Yanonne, Irene Gaulli, Álvaro Hernández, Damián Flores, Pablo Aparicio, Rafael Prieto
Equipo técnico 2011
Asistencia Histórica Creativa: Lea Geler
Escenografía y Realización: Mara Capaccioni
Diseñadora de Luces: Cecilia Galasse
Montaje de Voces: Mariana Pereiro
Coreografía Candombe: Carmen Yanonne
Montaje de Movimiento (Barco): Macarena Cambre
Percusión en vivo: Ángel “Pelusa” Koba
Música: Ignacio López
Productora Ejecutiva: Gabriela Fernández Gavilán
Dirección: Alejandra Egido
Prensa: Denise Salvador
Ficha técnica
Duración: 60 minutos
Centro Cultural Raíces: Agrelo 3045. C.A.B.A.. Tel.: 4931.6157
Temporada: desde el 13 de agosto hasta el 24 de septiembre de 2011
Horarios: Agosto: sábados 21.00hs – Septiembre: sábados 21.30hs
Entrada general: $35
Link de la obra: http://www.youtube.com/watch?v=-2XX6GaCl5M
Compañía teatral: http://teatroensepia.blogspot.com
Contacto directora de la obra: alejandraegido@yahoo.es / blog: http://clasesdeactuacion.blogspot.com/p/curriculum_8501.html
Tel.: 4902 4153 – 15.3124.1048
Contacto prensa: dsprensa@gmail.com – Tel.: 15.5035.5922
Extracto Críticas – Reestreno 2010
Revista Raíz Afro. 19 de noviembre de 2010
Cuerpos libres. Tenaz reestreno de Calunga Andumba, de Susana y Carmen Platero. Por Nicolás Fernández Bravo
Cuando en la década del 70, las hermanas Carmen y Susana Platero escribieron Calunga Andumba, una obra de teatro que en aquellos años se animaba a abordar el legado de la esclavitud y el racismo en la memoria de los argentinos, jamás imaginaron que en el año 2010 su obra se iría a reestrenar bajo la magnífica dirección de Alejandra Egido. Tan distante parece esa época de invisibilidad radical, que la voz “afrodescendiente”… ¡todavía no existía!
BUENOS AIRES, 17 de Noviembre. Hace algunos años, La Comedia Negra de Buenos Aires era un “rumor conocido” entre las redes de la población afrodescendiente, algunos artistas y un puñado de intelectuales interesados en la temática. Sólo que había asumido las dimensiones de un verdadero mito urbano del cual se hablaba en voz baja y poco se sabía realmente. La decisión de desempolvar la obra un domingo en un departamento de Chacarita y trabajar en la creación de una nueva compañía formada por actores profesionales y amateurs, fue arriesgada y no estuvo exenta de problemas. Pero la recompensa ha sido un estreno de un nivel actoral y una sensibilidad temática que nada tiene que envidiarle a los espectáculos del género que ofrece la nutrida cartelera porteña.
La obra fue convenientemente adaptada con pinceladas de contemporaneidad, y se apeló al asesoramiento antropológico e histórico para el guión algunas escenas nuevas, entre las cuales la discusión entre los espíritus de los militares afroargentinos en los albores de la modernidad –surgidos de la lectura del libro “Andares Negros, Caminos Blancos”, de Lea Geler– es especialmente emotiva. Habitualmente resulta difícil llevar a la escena discusiones que tanto en la teoría como en la práctica enfrentan bibliotecas y sectores en disputa por las formas de la representación de un legado escurridizo. Pero la magia artística de la férrea directora cubana logró acomodar en el lenguaje teatral y con un acertado manejo del tiempo, los debates sobre el cuerpo, la memoria y el dramático protagonismo de los afrodescendientes en la hechura de la historia nacional. Tales son las muy logradas “ventas de mercadería”, la casi pictórica escena del candombe federal en tiempos de Rosas, y la tristemente actual escena final en la que se representa a Pocha Lamadrid siendo discriminada en el aeropuerto internacional de Ezeiza. Pero los méritos de la obra no se agotan en el lenguaje puesto en escena, sino que aborda el presente que habita detrás del escenario. La compañía, integrada por varios actores afrodescendientes, supo subvertir la lógica representacional que tradicionalmente se hace sobre los afrodescendientes, para explorar así formas de auto-representación genuinamente liberadoras. Tal como lo expresó una de las actrices amateurs (hasta cuándo, convendría preguntarse) luego del estreno: “No sabés lo que es representar eso, ponerse en el personaje… para mí fue muy fuerte estar ahí, compenetrada”. El clima que eligió Egido para abordar la temática como un todo fue preciso, e interpretado por la compañía prácticamente sin quiebres, con una solidez poética inusual.
En una coyuntura en la que emergen oportunidades – y oportunistas – con una frecuencia cada vez más asombrosa, generando incómodas preguntas sobre la continuidad y el cambio, la profundidad estética y la seriedad ética de la obra merecen el reconocimiento público que hace 30 años, pasó desapercibido.
RADIO de la Ciudad AM 1110
CRÍTICA DE MOIRA SOTO
Miércoles 1 de diciembre de 2010
“Ojalá que se reponga porque es una obra que verdaderamente pone en escena un tema muy silenciado. Incluso te diría, muy históricamente olvidado”.
“¿Quien de nosotras no hizo alguna vez de negrita pintada con corcho quemado, vendiendo pastelitos el 25 de mayo? Ayer mirándolo yo pensaba. Están interpretando a una esclava, a la hija de algún secuestrado en África y traído por esos buques negreros, en una situación que violaba todos los derechos humanos. Puestos en las bodegas, donde además si se enfermaban, obviamente no eran atendidos. Y una vez llegados a destino, puestos a trabajar obligadamente, castigados, discriminados, pero al extremo. Y todo esto pasó también en la Argentina”.
“…le da un toque de emoción mayor porque es un elenco multicolor…”
“Hay un orgullo afro que se desprende de toda la obra que de alguna manera hace justicia y ojalá que se reponga porque ya era hora”.
Moira Soto
CRÍTICA DE CALUNGA ANDUMBA http://www.panyteatro.com/