Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 680 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 11 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

4º Colóquio do NEIA – CENTENÁRIO ABDIAS NASCIMENTO

 

 

O NEIA –Imagem Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade – realiza o seu 4º Colóquio, o homenageado será o grande intelectual, autor e artista Abdias Nascimento.

O evento acontecerá na Faculdade de Letras da UFMG, no Auditório 1007.

 

PROGRAMAÇÃO

8 de abril

Auditório 1007 – FALE/UFMG

 19:00 Abertura

Prof. Dr. Luiz Francisco Dias – Diretor da FALE

Profa. Dra. Graciela Ravetti – Coordenadora do Pós-Lit

Profa. Dra. Adriana Maria Tenuta de Azevedo – Coordenadora do CENEX

Prof. Dr. Marcos Antônio Alexandre – Coordenador do NEIA

 19:30 Conferência: Abdias Nascimento: O sortilégio de um negro revoltado

Conferencista: Elisa Larkin Nascimento (IPEAFRO-RJ)

Coordenação: Maria Nazareth Fonseca (PUC Minas)

 21:00 Sessão de autógrafos

 

                                                                                      9 de abril, quarta-feira

Auditório 1007 – FALE/UFMG

 09:00 Conferência: Evocação do ancestre – Abdias Nascimento e a negra

irmandade: ethos, ética, lógica e episteme.

Conferencista: Dalmir Francisco (FAFICH-UFMG)

Coordenação: Adélcio de Sousa Cruz (UFV)

 10:30 Intervalo

 11:00 Conferência: Abdias Nascimento: um negro ingrato na rua e no parlamento

Conferencista: Éle Semog (CEAP-RJ)

Coordenação: Henrique Cunha Jr. (UFC)

 12:00 Sessão de Autógrafos

 14:00 Conferência: Abdias Nascimento e o Teatro Experimental do Negro

Conferencista: Leda Maria Martins (FALE-UFMG)

Coordenação: Marcos Antônio Alexandre (FALE-UFMG)

15: 30 Intervalo

16:00 Depoimento: Do Teatro Experimental do Negro aos palcos do Brasil

Depoente: Léa Garcia (RJ)

Coordenação: Conceição Evaristo (RJ)

17:00 Apresentação teatral

17:30 Encerramento

Depoimento da escritora Conceição Evaristo

“A nossa escrevivência não pode ser lida como histórias para “ninar os da casa-grande” e sim para incomodá-los em seus sonos injustos” (Conceição Evaristo, 2007)

Escutar Conceição Evaristo é sempre um privilégio. Em abril de 2013, a escritora concedeu este depoimento no V Colóquio Mulheres em Letras, na Faculdade de Letras da UFMG.
Dedico suas palavras em memória de Inés María Martiatu Terry (Lalita), uma grande intelectual cubana, co-idealizadora deste blog e que muito contribuiu para o estudo da cultura afro-cubana e da literatura feminina.


Falece, em Havana, Cuba, Inés María Martiatu Terry, co-autora deste blog

Hoje, soube, com muito pesar, por meio de um amigo comum, do falecimento de Inés María Martiatu Terry, Lalita como muitos que tiveram o prazer de conhecê-la a tratavam. Lalita foi uma pessoa especial com quem tive prazer de conviver pouco, mas com quem tive a oportunidade de compartilhar ideias sobre a cultura negra, sobre o teatro negro e as relações que nos aproximavam – cubanos e brasileiros – para o estudo e a divulgação dos estudos sobre a afrodescendência.

Este blog foi criado, como sua sugestão, com o objetivo de demonstrar como cubanos e brasileiros têm trabalhado com as questões afro (negras, afro-cubanas, afro-brasileiras) em ambos os países e suas respectivas representações e identidades.
Sem dúvida, Cuba perde uma grande intelectual e eu uma amiga, que, mesmo distante, se fazia presente através dos textos e livros que trocados, dos e-mails esparsos trocados, mas que sempre vinham recheados de palavras amigas e incentivadoras que vão fazer falta na minha vida…

Todo axé para você Lalita!!!

Sem dúvida, a obra desta mulher, negra, intelectual, cubana, continuará a ecoar entre nós como vários de seus textos, contos, poesias, críticas, antologias de teatro…

Marcos Alexandre (Belo Horizonte, Brasil, 8 de julho de 2013)

Sobre a notícia, consultar:
http://cafefuerte.com/culturales/noticias-culturales/teatro/2964-fallecio-la-escritora-y-critica-teatral-ines-maria-martiatu

http://negracubanateniaqueser.wordpress.com/2013/07/08/fallecio-ines-maria-martiatu-una-afrocubana-de-conviccion/

http://artedfactus.wordpress.com/2013/07/06/adios-a-ines-maria-martiatu/

Conceição Evaristo por Allan da Rosa

O escritor, poeta, narrador e dramaturgo, Allan da Rosa apresenta a escritora Conceição Evaristo, também poeta e narradora.

Allan da Rosa não só comenta sobre a obra de Conceição Evaristo, mas também fala de sua “escrevivência”, que segundo as palavras de Evaristo ( In: ALEXANDRE, 2007. p. 20-21):

“[…] se o ato de ler oferece a apreensão do mundo, o de escrever ultrapassa os limites de uma percepção da vida. Escrever pressupõe um dinamismo próprio do sujeito da escrita, proporcionando-lhe a sua auto-inscrição no interior do mundo. E, em se tratando de um ato empreendido por mulheres negras, que historicamente transitam por espaços culturais diferenciados dos lugares ocupados pela cultura das elites, escrever adquire um sentido de insubordinação. Insubordinação que pode se evidenciar, muitas vezes, desde uma escrita que fere “as normas cultas” da língua, caso exemplar o de Carolina Maria de Jesus, como também pela escolha da matéria narrada.
A nossa escrevivência não pode ser lida como histórias para “ninar os da casa grande” e sim para incomodá-los em seus sonos injustos.”

Confira a reportagem no link: http://www.youtube.com/watch?v=aU4Jze7TYog&list=UUPHWds76bjjg_iHgkrPwRxA&index=1&feature=plcp

Allan da Rosa criou o selo de perfil alternativo, “Edições Toró”. Vejam outros trabalhos realizados pelas Edições Toró e mais vídeos do programa ‘Entrelinhas’ no sítio: http://www.edicoestoro.net/

La compañía teatral TES – Teatro en Sepia presenta “Calunga Andumba”

A pedido del público se reestrena Calunga Andumba. Obra afroargentina para re-conocernos.
13 de Agosto de 2011- Centro Cultural Raíces

Con música en vivo en todas las funciones
2011- Año Internacional de los Afrodescendientes (Resolución Asamblea General de las Naciones Unidas)
Declarada de Interés Cultural por la Secretaría de Cultura de la Presidencia de la Nación
Con el apoyo de Proteatro (Ministerio de Cultura- GCBA)
La compañía teatral
TES – Teatro en Sepia
Presenta
Calunga Andumba
Obra afroargentina para re-conocernos
de Carmen y Susana Platero
dirigida por Alejandra Egido
Link de la obra: http://www.youtube.com/watch?v=-2XX6GaCl5M
http://teatroensepia.blogspot.com

SINOPSIS DE LA OBRA
Un grupo de jóvenes afrodescendientes buscan la historia de sus ancestros.
Le piden al Fuego que se las cuente. A través de la narración de éste los descendientes se ponen en la piel de los esclavos y esclavas traídos a la Argentina. Representan sus vidas, tristezas y alegrías.
Un poco de historia
Calunga Andumba fue escrita por las hermanas Susana y Carmen Platero, pertenecientes a una de las familias afrodescendientes con más reconocimiento público del país. Ellas comenzaron a trabajar en pos de quebrar la histórica indiferencia y olvido de la presencia de los descendientes de esclavos en la Argentina.
Susana, contralto y cantante de música ritual africana, y Carmen, directora, escritora, actriz y cantante, estaban decididas a dar a conocer lo que la historia oficial se había dedicado a ocultar y ocluir.
Estrenan múltiples obras y en 1976 llega el momento de Calunga Andumba, recibiendo el beneplácito del público y de la crítica. Las presentaciones de la obra fueron interrumpidas por los acontecimientos políticos que derivaron en el período de la dictadura militar y el terrorismo de Estado.
Después de más de 30 años se produce el reestreno de la obra, dado que sigue siendo necesario quebrar la indiferencia histórica y el olvido de la presencia de esclavos y sus descendientes en la Argentina.
Reestreno de la obra
Durante el año 2010, TES (anteriormente parte de la Comedia Negra de Buenos Aires) puso en escena en dos oportunidades Calunga Andumba, dirigida por Alejandra Egido, en el Teatro Empire de la Ciudad de Buenos Aires. Ante el gran recibimiento que tuvo del público Calunga Andumba vuelve a la escena porteña el 13 de agosto de 2011, en el Centro Cultural Raíces.
Nuestra puesta plantea una concepción estética abierta, que le permite al público analizar el brutal comercio que supuso la trata de esclavizados africanos y establecer relaciones con un presente en el que la discriminación racial y la trata de personas continúan formando parte de la realidad cotidiana. Por ello la obra transita dos tiempos teatrales, lo que pasó con nuestros ancestros y su reelaboración desde nuestro tiempo.
La obra está conformada por estampas que presentan eventos de la historia argentina: la llegada de los esclavos, la venta y el remate, el coronel Barcala, el coronel Morales y el capitán Thompson, la Libertad de Vientres, el período Rosista, Eugenia Mantilla, las lavanderas del Río de la Plata, los pregones.
Gracias a la representación teatral se realiza una recreación estética de estas estampas a través de la palabra, la música y la danza (candombe). Se utiliza el escenario para rescatar viejas tradiciones; para llevarle al espectador el disfrute por la cultura Afro, su creatividad, fuerza y alegría, sin dejar de invitarlos a la reflexión y al encuentro identitario con la historia.
La Compañía TES – Teatro en Sepia (http://teatroensepia.blogspot.com)
Dirigida por la directora y actriz Alejandra Egido, trabaja desde las artes escénicas en pos de quebrar la histórica indiferencia y olvido de la presencia de los descendientes de esclavos en la Argentina, y de los afrodescendientes provenientes en migraciones pasadas o contemporáneas que habitan en este territorio. Aprovechando las nuevas corrientes ideológicas que abren fisuras en los discursos oficiales, tiene entre sus objetivos principales exponer a través del arte la problemática de la negación e invisibilidad afrodescendiente en un país que se considera exclusivamente “llegado de los barcos” que traían a los inmigrantes europeos a fines del siglo XIX.
TES apunta no sólo la producción artística per se sino también generar en la comunidad diversos grados de (auto) reflexión a través de la búsqueda y exploración de nuevos caminos expresivos. Que la compañía esté conformada por personas afrodescendientes y no afrodescendientes, artistas e historiadores que aportan tanto su memoria como rigor científico y una mirada crítica, apunta exactamente en esta dirección.
TES propone la ampliación del espacio escénico hacia la recuperación de las memorias, hacia la escucha a la oralidad y lo mítico, hacia la revisualización, hacia el re-conocimiento. En este sentido, interesa que el público se cautive a través del discurso poético del teatro, y reconozca el discurso dominante de blanquitud argentina que provoca tanto la invisibilidad y olvido general de lo negro, como la estigmatización y la discriminación. No se quiere una cristalización de exotismos, sino la creación de un espacio compartido de diálogo, de reencuentro de una narración reprimida, que muy pocos llevan consigo como “memoria” pero que la mayoría porta como “olvido”. Es un reencuentro que toma cuerpo, mente y palabra para cambiar nuestras percepciones y nos hace fluir más allá de los límites “raciales” impuestos desde los grupos de poder. Aspira -a través de la puesta en juego de los dramas sociales/performances- ganar espacio de discusión pública y, sobre todo, proveer herramientas de empoderamiento a la población marginalizada a través de la reflexión artística.
Además de Calunga Andumba, TES participó de La Noche de los Museos de la ciudad de Buenos Aires del año 2010 con una performance realizada en el Museo de la Mujer de la ciudad de Buenos Aires, titulada: Afrolatinoamericanas: de voces, susurros, gritos y silencios, también dirigida por Alejandra Egido.
Intérpretes 2011
Carmen Yanonne, Irene Gaulli, Álvaro Hernández, Damián Flores, Pablo Aparicio, Rafael Prieto
Equipo técnico 2011
Asistencia Histórica Creativa: Lea Geler
Escenografía y Realización: Mara Capaccioni
Diseñadora de Luces: Cecilia Galasse
Montaje de Voces: Mariana Pereiro
Coreografía Candombe: Carmen Yanonne
Montaje de Movimiento (Barco): Macarena Cambre
Percusión en vivo: Ángel “Pelusa” Koba
Música: Ignacio López
Productora Ejecutiva: Gabriela Fernández Gavilán
Dirección: Alejandra Egido
Prensa: Denise Salvador
Ficha técnica
Duración: 60 minutos
Centro Cultural Raíces: Agrelo 3045. C.A.B.A.. Tel.: 4931.6157
Temporada: desde el 13 de agosto hasta el 24 de septiembre de 2011
Horarios: Agosto: sábados 21.00hs – Septiembre: sábados 21.30hs
Entrada general: $35
Link de la obra: http://www.youtube.com/watch?v=-2XX6GaCl5M
Compañía teatral: http://teatroensepia.blogspot.com
Contacto directora de la obra: alejandraegido@yahoo.es / blog: http://clasesdeactuacion.blogspot.com/p/curriculum_8501.html
Tel.: 4902 4153 – 15.3124.1048
Contacto prensa: dsprensa@gmail.com – Tel.: 15.5035.5922
Extracto Críticas – Reestreno 2010
Revista Raíz Afro. 19 de noviembre de 2010
Cuerpos libres. Tenaz reestreno de Calunga Andumba, de Susana y Carmen Platero. Por Nicolás Fernández Bravo
Cuando en la década del 70, las hermanas Carmen y Susana Platero escribieron Calunga Andumba, una obra de teatro que en aquellos años se animaba a abordar el legado de la esclavitud y el racismo en la memoria de los argentinos, jamás imaginaron que en el año 2010 su obra se iría a reestrenar bajo la magnífica dirección de Alejandra Egido. Tan distante parece esa época de invisibilidad radical, que la voz “afrodescendiente”… ¡todavía no existía!
BUENOS AIRES, 17 de Noviembre. Hace algunos años, La Comedia Negra de Buenos Aires era un “rumor conocido” entre las redes de la población afrodescendiente, algunos artistas y un puñado de intelectuales interesados en la temática. Sólo que había asumido las dimensiones de un verdadero mito urbano del cual se hablaba en voz baja y poco se sabía realmente. La decisión de desempolvar la obra un domingo en un departamento de Chacarita y trabajar en la creación de una nueva compañía formada por actores profesionales y amateurs, fue arriesgada y no estuvo exenta de problemas. Pero la recompensa ha sido un estreno de un nivel actoral y una sensibilidad temática que nada tiene que envidiarle a los espectáculos del género que ofrece la nutrida cartelera porteña.
La obra fue convenientemente adaptada con pinceladas de contemporaneidad, y se apeló al asesoramiento antropológico e histórico para el guión algunas escenas nuevas, entre las cuales la discusión entre los espíritus de los militares afroargentinos en los albores de la modernidad –surgidos de la lectura del libro “Andares Negros, Caminos Blancos”, de Lea Geler– es especialmente emotiva. Habitualmente resulta difícil llevar a la escena discusiones que tanto en la teoría como en la práctica enfrentan bibliotecas y sectores en disputa por las formas de la representación de un legado escurridizo. Pero la magia artística de la férrea directora cubana logró acomodar en el lenguaje teatral y con un acertado manejo del tiempo, los debates sobre el cuerpo, la memoria y el dramático protagonismo de los afrodescendientes en la hechura de la historia nacional. Tales son las muy logradas “ventas de mercadería”, la casi pictórica escena del candombe federal en tiempos de Rosas, y la tristemente actual escena final en la que se representa a Pocha Lamadrid siendo discriminada en el aeropuerto internacional de Ezeiza. Pero los méritos de la obra no se agotan en el lenguaje puesto en escena, sino que aborda el presente que habita detrás del escenario. La compañía, integrada por varios actores afrodescendientes, supo subvertir la lógica representacional que tradicionalmente se hace sobre los afrodescendientes, para explorar así formas de auto-representación genuinamente liberadoras. Tal como lo expresó una de las actrices amateurs (hasta cuándo, convendría preguntarse) luego del estreno: “No sabés lo que es representar eso, ponerse en el personaje… para mí fue muy fuerte estar ahí, compenetrada”. El clima que eligió Egido para abordar la temática como un todo fue preciso, e interpretado por la compañía prácticamente sin quiebres, con una solidez poética inusual.
En una coyuntura en la que emergen oportunidades – y oportunistas – con una frecuencia cada vez más asombrosa, generando incómodas preguntas sobre la continuidad y el cambio, la profundidad estética y la seriedad ética de la obra merecen el reconocimiento público que hace 30 años, pasó desapercibido.
RADIO de la Ciudad AM 1110
CRÍTICA DE MOIRA SOTO
Miércoles 1 de diciembre de 2010
“Ojalá que se reponga porque es una obra que verdaderamente pone en escena un tema muy silenciado. Incluso te diría, muy históricamente olvidado”.
“¿Quien de nosotras no hizo alguna vez de negrita pintada con corcho quemado, vendiendo pastelitos el 25 de mayo? Ayer mirándolo yo pensaba. Están interpretando a una esclava, a la hija de algún secuestrado en África y traído por esos buques negreros, en una situación que violaba todos los derechos humanos. Puestos en las bodegas, donde además si se enfermaban, obviamente no eran atendidos. Y una vez llegados a destino, puestos a trabajar obligadamente, castigados, discriminados, pero al extremo. Y todo esto pasó también en la Argentina”.
“…le da un toque de emoción mayor porque es un elenco multicolor…”
“Hay un orgullo afro que se desprende de toda la obra que de alguna manera hace justicia y ojalá que se reponga porque ya era hora”.
Moira Soto
CRÍTICA DE CALUNGA ANDUMBA http://www.panyteatro.com/

o que não vaza é pele

escrevo com letra minúscula. costumo fazer assim. minhas frases são pequenas como somos todos. minha voz é potente e ocupa lugar no espaço. todos temos voz. juntos, pequenos, somos muito, muito grandes.

tenho lido TODAS as mensagens, emails, matérias… isso me conforta, me emociona e me dá força. tento responder aqui e descrever o que aconteceu em blumenau.

o convite
estive presente na 24ª edição do festival internacional de teatro universitário a convite da professora pita belli. junto com meus sócios elaboramos 4 ações do feto – festival estudantil de teatro e uma ação do aporta – encontro estudantil de artes cênicas.

minha chegada na cidade foi no dia 12 de julho de 2011, às 2:00 da manhã.

o acontecimento

no dia 12, após assistirmos o espetáculo “trajetória \”x”\”, do grupo chia, liiaa! [direção fernando villar – unb – brasília/df], nós da equipe da no ato cultural fomos jantar na companhia da professora ana fabrício [faculdade de arte do paraná – fap – curitiba/pr] e por coincidência um dos assuntos foi a porcentagem de negros no sul do país e o trabalho feito por ela na coordenação pedagógica do festival do teatro brasileiro, no mês de junho.

mais tarde, voltamos eu, byron o’neil e rodrigo soares ao ponto de encontro do fitub, que acontecia no foyer do teatro carlos gomes, para buscarmos a filmadora que havia ficado no escritório do festival. algumas pessoas, dentre elas o professor naciso telles [universidade federal de uberlândia]. ficamos conversando sobre participação em redes de teatro, política pública cultural, ações do movimento nova cena e parcerias para o ano corrente.

o ponto de encontro encerrou suas atividades e cerca de 60 pessoas se dirigiram, após sugestão do organizador do bar do ponto de encontro, ao posto hass [localizado à rua são paulo, próximo à prefeitura]. o intuito foi continuar as conversas sobre teatro, ensino das artes, intercâmbio e festivais antes de retornarmos ao hotel. era por volta de 3:20h do dia 13 de julho. chegando no posto, ficamos longe das bombas de combustível e ordenadamente, quem tinha necessidade, adentrava a loja de conveniência para adquirir o que fosse de seu desejo.

realmente acredito que 60 pessoas, mesmo sussurrando, causem barulho, porém, não havia balbúrdia. não tínhamos instrumentos musicais, nem equipamentos de som. o objetivo era a troca de informações e vivências.

às 3:40h chegou uma viatura da polícia militar no posto. a viatura estacionou de modo a obstruir a visão daqueles que se localizavam dentro da loja de conveniência. os policiais abordaram estas pessoas dizendo “saiam daqui bando de vagabundos” entre outras frases que não me recordo. como atuo em em belo horizonte com movimentos populares buscando a ocupação humanizada da cidade e por fazer parte de uma família de militares vi que aquilo não era o correto e indaguei que a forma estava errada, mas mesmo assim, com ajuda de outras pessoas, fomos conversando com os convivas daquele momento afim de voltar para o hotel. meu sócio, rodrigo soares, se aproximou e perguntou se estava tudo bem, eu disse que sim e ele, acompanhado por byron o’neill, foram até o interior da loja de conveniência para comprar cigarros e cerveja para irmos embora. enquanto as pessoas se afastavam, me assentei no meio fio da parte externa do posto para aguardá-los. ouvi um grito: “VAZA NEGÃO!”. olhei para trás e constatei que o brado era comigo. vendo que um dos dois policias se dirigia a mim, levantei para explicar que eu estava aguardando meus amigos. após minha resposta ouvi: “AQUI NÃO É O SEU LUGAR! vaza negão!”. após esta frase levei um TAPA na orelha direita. ouvi um forte estampido e disse: “o que é isso!? você me machucou!”. ele: “sai daqui! aqui não é seu lugar!” ainda me atingindo com SOCOS e CHUTES. continuei dizendo: “está errado. você não pode fazer isto! esta não é a abordagem correta! estou esperando meus amigos que estão na loja de conveniência!”. mesmo assim os socos e chutes continuaram.

de repente, o segundo policial gritou de onde estava, mais afastado: “o que você está fazendo aqui?” e se dirigiu até onde tudo estava acontecendo. inocentemente, acreditei que ele ia reconhecer a ação absurda de seu colega de corporação. inocentemente… eu disse: “estou esperando meus amigos”. o segundo policial: “aqui não é seu lugar, negão! sai fora! vaza!”. ele deu meia volta, foi até a viatura, pegou uma ESCOPETA, se dirigiu a mim e desferiu VÁRIOS GOLPES no peito. eu continuava dizendo que eles estavam errados, que aquela não era a abordagem correta. procurei a identificação dos policiais, aquela que fica no peito, fixada com velcro, do lado do coração. vi que não estava ali e disse: “vocês estão sem identificação! isto está errado!”. talvez isso fez com que a fúria gratuita aumentasse… fui atingido mais e mais. quando percebi que podia ser espancado até a morte ali, de pé, dei as costas e saí ANDANDO, quando a parte posterior do meu corpo se tornou alvo.

me aproximei das pessoas assustadas que observavam [artistas locais, artistas do restante do país, estudantes universitários da argentina, do uruguai entre outras pessoas] e disse: “é isso!? vamos deixar isto acontecer? vocês acham que eles estão certos?” mas estávamos todos atordoados com tamanha selvageria.

meus dois sócios/amigos saíram da loja sem perceber o que havia acontecido. indagaram os policiais pela forma da primeira abordagem. para minha surpresa, os representantes da justiça não tiveram a mesma reação que tiveram comigo. de longe, pedi para um deles identificar os policiais. o rodrigo se aproximou, pegou meu aparelho celular e tirou uma foto da placa da viatura. saímos do local em direção ao hotel, quando liguei para o 190, para pensar na próxima ação. fui indicado a procurar a corregedoria da polícia militar que iniciaria o atendimento às 13:00h deste mesmo dia.

o desenrolar e as dores

ao acordar, fui procurado pela parte da equipe que não sabia do ocorrido. contei pausadamente para não chocar meus companheiros. ligamos para a corregedoria da polícia militar de santa catarina e fomos indicados a procurar a tenente elisa, da corregedoria da pm de blumenau. lá relatei o fato e identificamos os ocupantes da viatura, que permaneceu no posto até por volta de 5:00h. fato elucidado através do monitoramento do gps da pm. a tenente, ao reconhecer os policias, teve uma expressão que traduzo: “é… realmente sei quem são”, como quem já conhece o histórico destas pessoas. apesar disso não revelou os nomes. fez uma solicitação para o exame de corpo delito para o dia seguinte, 14 de julho, às 11:00h. depois pediu sinceras desculpas e se mostrou realmente envergonhada com a situação.

voltei para o hotel mas as dores no corpo não me deixaram descansar. procurei um hospital particular onde, depois de vários exames, foi marcada uma consulta com o dr. carlos neconecy para o dia seguinte, 14 de julho, às 9:00h, em caráter de urgência.

retornei para o hotel onde nós, equipe da no ato cultural, começamos a traçar as ações que seriam realizadas no dia seguinte: 9:00h consulta urgente, 9:30h manifestação [saindo da porta do teatro carlos gomes até o iml], 11:00h exame de corpo delito e ampla divulgação do ocorrido, urgentemente.

no dia 14 fiz o exame que constatou um rompimento do tímpano [50%] mas não deu tempo de detectar a porcentagem de perda auditiva por causa do horário. fui direto para o iml. lá fiquei sabendo que a polícia militar não pode solicitar o corpo delito, somente a polícia civil. a pressão da chegada de dezenas de populares e da imprensa fez com que este protocolo fosse quebrado e o exame realizado.

o que me deixa dúvidas é: como um exame pode calcular o tempo, a profundidade e a gravidade dos golpes somente com a localização dos hematomas e fotos dos mesmos? porque meu ouvido não foi examinado? por que só houve uma cópia do relatório do médico do hospital particular? este procedimento é sempre realizado desta forma?

logo após cancelei meu retorno a belo horizonte e me dirigi à 1ª delegacia de polícia de blumenau [polícia civil] onde fui recebido pelo agente paulo lázaro correa. o atendimento no princípio foi o “tradicional”, infelizmente, do jeito frio que todo cidadão é recebido quando procura este amparo. a escuta só foi mais humana, como deve ser o atendimento a qualquer cidadão, quando simultâneamente uma matéria foi exibida no jornal local, às 12:30h, com depoimento meu e posicionamento do comandante da polícia militar de blumenau. por que as coisas tem que acontecer deste jeito? a tv foi mais forte que nós, ali, de corpo presente, explicitando todo o ocorrido.

o pedido do exame [já realizado] foi enviado via fax para o iml e o prazo legal para termos acesso ao resultado era de aproximadamente 15 dias. a polícia teria acesso ao exame após 3 dias. eu ainda não tive acesso ao exame e estes prazos não existiram para a polícia, que à noite, já divulgava na imprensa o resultado.

me dirigi ao ministério público de blumenau onde fui recebido, pela primeira vez, como qualquer cidadão deve ser atendido [com respeito, dignidade e escuta interessada] pelo promotor flávio duarte de souza. recebi instruções para os próximos passos.

voltando ao hotel, fui entrevistado por jornais, rádios e sites de todo o brasil. conversei com nilmário miranda e com o movimento da consciência negra de blumenau [veja a moção de repúdio e o ato que acontecerá em frente à prefeitura de blumenau].

retornei à belo horizonte na manhã da sexta-feira, 15 de julho. no mesmo dia houve apresentação do espetáculo “congresso internacional do medo”.

e agora?

as coisas estão caminhando. ainda em blumenau, conversei com muita gente. várias pessoas, chorando, pediram perdão pela ação dos policiais. muitas ficaram preocupadas com a imagem que eu levaria da cidade e com a repercussão do fato.

ok. será isto legítimo? será que a preocupação é esta?

isto acontece todo dia! não só comigo, não só em blumenau! não dá pra disfarçar, fingir que não existe! POR FAVOR!

muita gente se condói, pede desculpas, se emociona. também estou machucado, não estou ouvindo direito, mas só sentir é POUCO. MUITO POUCO!

a notícia se espalhou, o facebook está cheio, o twitter pula como ele só! mas vamos agir. eu continuo agindo.

as comissões de direitos humanos [das três instâncias] estão me ajudando. o comandante geral da polícia de santa catarina vai acompanhar o caso pessoalmente, a furb está sendo exemplar, os meios de comunicação estão envolvidos, os órgãos judiciais já foram acionados, mas tenho umas perguntas:

– CIDADÃOS DE BEM NÃO PODEM ANDAR EM GRUPO DE MADRUGADA?

– É CORRETO POLICIAIS AGREDIREM UM CIDADÃO NEGRO POR NADA?

– É CORRETO POLICIAIS AGREDIREM QUALQUER CIDADÃO POR NADA?

– É COERENTE O COMANDANTE DA POLÍCIA MILITAR DE BLUMENAU DIZER AO VIVO NUM JORNAL TANTOS ABSURDOS SEM APURAR OS FATOS E JUSTIFICAR ERROS MEDÍOCRES DE SEUS SUBORDINADOS APENAS PARA PROTEGER A REPUTAÇÃO DA CORPORAÇÃO?

– É LEGÍTIMO O PORTAL TERRA SE RECUSAR A PUBLICAR O ACONTECIDO SÓ PORQUE EU NÃO QUIS ENVIAR FOTOS DOS HEMATOMAS? O QUE É MAIS IMPORTANTE NO ACONTECIDO SENHOR EDITOR?

– É LÚCIDO O COMANDANTE DA POLÍCIA MILITAR DE BLUMENAU, NO JORNAL NOTURNO, DIZER QUE OS POLICIAIS NÃO SERÃO AFASTADOS POR SE TRATAR DE UM CASO QUE NÃO TEM TAMANHA GRAVIDADE, MESMO EM PODER DO EXAME DE CORPO DELITO?

– É NATURAL UMA CIDADE ACHAR QUE A VIDA É UMA FESTA DE FAMÍLIA E SE PREOCUPAR SOMENTE COM O VERNIZ QUE ESCONDE ALGUMAS TRAÇAS?

estas são as primeiras perguntas, outras virão à reboque. VÁRIAS. o processo está apenas começando. fico feliz por não ser somente um fato, uma coisa que aconteceu somente comigo. tudo isso despertou nos habitantes de blumenau um sentido de pertencimento e reivindicação de direitos. fatos como esse acontecem todos os dias e não podemos fingir que não é conosco, que não nos diz respeito.

apanhei. muito. MUITO.

fiquei o tempo todo DE PÉ, de peito aberto.

acredito que cada um pode (e deve) fazer mais, denunciar mais, gritar, ir para a rua, buscar o seu direito, exigir soluções do poder público, do judiciário, debater as leis, enfim, SER CIDADÃO.

permaneço de pé e caminhando para que o respeito prevaleça.

por todos.

família, irmãos, amigos, negros, ruivos, latino-americanos, argentinos, bolivianos, chilenos, japoneses, mulheres, alemães, gays, crianças…

alexandre de senna

Abaixo, segue texto de Byron O’neil
Alexandre de Sena foi vítima de violência covarde praticada por dois policiais militares racistas na madrugada do dia 13 de Julho na cidade de Blumenau. Alexandre é ator, dj, designer e, acima de tudo, um ser humano. Entretanto, para os dois policiais citados ele é apenas mais um “negão”. Por isso, sentem-se no direito de agredi-lo com socos, pontapés, xingamentos racistas e coronhadas de escopeta. Esse tipo de violência discriminatória acontece todos os dias no Brasil. As vítimas preferenciais são mulheres, negros, homossexuais, crianças, nordestinos, moradores de rua, travestis, idosos, bolivianos, etc. A lista é grande. Porém, vamos tratar aqui especificamente do caso de Alexandre. Dois policiais descem de uma viatura armados de escopeta aos berros de “Vaza, senão a gente vai mandar borracha!”. Uma pessoa argumenta que está esperando amigos que foram comprar cerveja e então é agredida verbal e fisicamente por dois policias despreparados, racistas e sem a identificação que todos os policiais são obrigados a utilizar. E então, o Ten. Cel. Cláudio Roberto Koglin, comandante do 10º BPM de Blumenau dá uma entrevista, para ser educado, no mínimo mentirosa e tendenciosa. Ao ver a entrevista pode-se compreender o porquê do comportamento dos policias, afinal com um comandante desses o que se esperar dos comandados? Dentre outras barbaridades, Koglin diz que os policiais estavam sem identificação porque portavam coletes à prova de bala. Ele acha o quê? Que todos nós somos idiotas? Todo policial é obrigado a andar com identificação com ou sem colete. Quando um policial retira sua identificação ele toma essa atitude justamente com medo de ser identificado ao cometer um crime. Se é verdade que nas rondas de madrugada a polícia militar de Blumenau usa deliberadamente um colete balístico sem identificação, isso significa que o comando da polícia não quer que seus pistoleiros sejam identificados e também que estão cometendo um crime com o aval do comando geral da polícia militar de Santa Catarina. Felizmente os dois já foram identificados por meio da placa da viatura que conduziam. Seus nomes estão apenas sendo preservados por seu querido chefe. Agora um toque para o comandante: se ele acha realmente uma pena que a câmera de segurança não tenha gravado a ação dos policias uma vez que assim, segundo ele, tudo seria esclarecido, que tal pedir as imagens das 4 câmeras de segurança do posto de gasolina? Sim, o posto possui 4 câmeras de segurança, sendo que uma delas cobre exatamente a área onde ocorreu a agressão. No dia seguinte essa câmera foi virada para as bombas de combustível para justificar a ausência de imagens da agressão. Outra solução para esclarecer os fatos é chamar algumas das cerca de 60 testemunhas para depor. O problema é que ele acha que são 60 baderneiros. O repórter o questiona se a ocorrência foi registrada no relatório da PM, uma vez que os policias que fazem a ronda no município são obrigados a registrar as ocorrências. Koglin responde dizendo que “Essa ocorrência foi uma iniciativa espontânea dos policias que faziam a ronda e que observaram um grupo de 50 a 60 pessoas em algazarra no posto”. Respondendo ao repórter: não, a ocorrência não foi registrada. Os policias permaneceram no posto das 3:40 da manhã até as 4:50 da manhã aproximadamente e nenhuma ocorrência foi registrada. Todos os carros da polícia de Blumenau são equipados com GPS e os dados foram passados pela corregedoria da polícia de Blumenau. Um ponto importantíssimo da entrevista é no momento em que ele afirma que um inquérito já foi instaurado e que está apenas esperando o laudo da perícia para saber se a versão correta é a do cidadão, que é a maneira como ele trata Alexandre, ou a dos policiais. Numa outra entrevista para a mesma emissora o comandante do 10º BPM de Blumenau, já de posse dos relatórios do exame de corpo de delito confirmando as agressões e o rompimento do tímpano de Alexandre, diz que os policiais não serão punidos porque o fato não foi tão grave assim. Desnecessário tecer qualquer comentário. O problema é que, segundo ele, “O comportamento não é adequado do policial, assim com não é adequado o comportamento do cidadão que está às 3, 3 e meia da manhã na rua fazendo algazarra, em torno de 60 pessoas perturbando a paz e o sossego das pessoas”. Deixe-me ver se entendi. Em primeiro lugar é necessário dizer que as pessoas não estavam fazendo algazarra e sim bebendo cerveja, rindo e conversando. Não havia nenhum instrumento musical ou qualquer aparelho sonoro. Os baderneiros eram dramaturgos, atores, músicos, organizadores de festivais de teatro, cineastas e estudantes universitários de várias partes do Brasil e da América Latina. Estavam na cidade participando do FITUB – Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, onde também acontece no mês de Outubro, a Oktoberfest, considerada a maior festa alemã das Américas. É também a maior festa germânica do Brasil. Durante a Oktoberfest milhares de pessoas, durante 17 dias, enchem a cara de cerveja, mijam nas ruas da cidade, catam cantigas alemãs até o amanhecer e, pasmem, não são considerados baderneiros! Por que a diferença no tratamento? É normal em Blumenau que policias desçam armados de escopeta para abordar um grupo de pessoas que esteja na rua de madrugada? O que significa isso? Toque de recolher? Por acaso voltamos ao tempo da ditadura militar e não nos avisaram? Numa outra entrevista a um jornal quando indagado se outros policiais não viam as falcatruas de um trio de policiais que havia sido preso por envolvimento com o tráfico de drogas, Koglin disse que tem fardado que fecha os olhos pros perrengues e finge que nada rolou para não parecer metido. “Há uma falsa ética na polícia. Tu faz e eu não tenho nada a ver com isso.”Pelo menos em uma coisa eu concordo com o Ten. Cel. Cláudio Roberto Koglin: há uma falsa ética na polícia, a começar pelo comandante do 10º BPM de Blumenau, que merece ser punido juntamente com os dois policiais agressores. Com um comandante desses, o que se esperar dos comandados?

Byron O’Neill

Obs1.: Abaixo seguem os links das entrevistas citadas no texto

Obs2.: Eu estava com Alexandre de Sena juntamente com Rodrigo Soares, da Associação No Ato Cultural, no posto onde ocorreu a agressão. Alexandre foi espancado porque disse aos policiais que estava esperando dois amigos que haviam ido comprar cerveja. Os amigos a que ele se refere sou eu e o Rodrigo. Apesar de não ver a agressão, eu e ele batemos boca durante mais ou menos meia hora com os policias porque achávamos que tínhamos o direito de permanecer ali. Apesar dos gritos e da falta de educação dos policiais, eles não encostaram o dedo na gente. Afinal, ao contrário de Alexandre, não somos negros.

Reportagem da RBS – Jornal do Almoço 14/07/2011 – assistam à partir de 06min e 30 seg

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=2&contentID=195756&channel=47

Reportagem da RBS – Jornal da Noite 14/07/2011 – assistam à partir de 05min e 32 seg

http://mediacenter.clicrbs.com​.br/templates/player.aspx?chan​nel=46&contentID=195828&uf=2

Blog que contém reportagem do Jornal Diarinho de SC

http://olhandocom.blogspot.com/2011/03/o-que-dizer-da-resposta-do-tenente.html